FORMAÇÃO DE ANIMADORAS(ES) DE EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO (ED)

CIDACpromove uma acção de Formação de Animadoras/es de ED, em dois módulos:

módulo 1: dias 17, 18 e 19 de Abril de 2008
módulo 2: dias 29, 30 e 31 de Maio de 2008
– O módulo 2 é a continuidade do módulo 1 mas é de participação facultativa.
É dirigida a um público alargado: colaboradoras/es (ou voluntários/as) de ONGD, associações de defesa do ambiente, associações juvenis, professoras/es ou outras pessoas, que não pertencendo a nenhuma destas categorias, pretendem ser animadores/as de acções de Educação para o Desenvolvimento.
Esta acção está enquadrada no projecto “Alicerces para a Educação para o Desenvolvimento“, que tem como objectivo principal contribuir para o reforço dos actores de ED a actuar em Portugal, apresentando metodologias de capacitação a organizações e cidadãos interessados na intervenção em ED.

Programa da formação

Ficha de inscrição

Para participar, basta preenchê-la e enviar pelo e-mail ed-dc@cidac.pt.
O CIDAC agradece ainda a divulgação desta acção.

Saudações do

CIDAC
Rua Pinheiro Chagas, 77-2º Esq.
1069-069 Lisboa
Tel.(+351)21.317.28.60
Fax.(+351)21.317.28.70
www.cidac.pt – cidac”at”cidac.pt
Anúncios

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS (A VIOLÊNCIA DAS ESCOLAS)

ComportamentoDe uma forma quase aflitiva tenho vindo a assistir a um empolamento cada vez maior em torno de um tema de deve merecer de todos nós (professores, pais e responsáveis políticos) a melhor atenção e reflexão.

O debate sobre este tema deve ser aprofundado. Mas só será benéfico para a educação e para a vida nas escolas quando deixar de estar inquinado por todos estes interesses (explícitos e implícitos) mediáticos, políticos, sindicais, partidários, pessoais, etc…

De facto, o debate sobre a violência nas escolas deve levar todos os membros da comunidade educativa (pais, professores, alunos, …) a repensar o seu papel na construção de uma escola inclusiva e de qualidade. Por isso, a escola não pode ser pensada como refém de um ambiente social hostil e de outras instituições violentas, ou até de interesses, quer sejam de professores, de pais, ou de qualquer outra ordem.

É um debate que deve ser feito com abertura. Se lá acontecem situações perigosas, é porque elas são, em alguma medida, potenciadas pelas relações com pouca qualidade lá existentes; ou porque as turmas não são bem constituídas, ou porque os professores não conseguem exercer a sua autoridade; ou porque os pais são ausentes, ou não sabem impor limites; …. e também não podemos esquecer que as principais vítimas de violência escolar são os próprios alunos porque estes atitudes e comportamentos os afectam negativamente no seu processo de crescimento…

Deixo-vos alguns subsídios que, na minha opinião, poderão contribuir para esta reflexão que cada um de nós deve fazer.

  1. A violência na escola: como os sociólogos franceses abordam essa questão, de Charlot, Bernard (2002)
  2. DEZ NOVAS COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR, de Perrenoud, Philippe (2000)
  3. Dez novas competências para uma nova profissão, de Perrenoud, Philippe (2001)
  4. EXPERIÊNCIA E COMPETÊNCIA NO ENSINO: PISTAS DE REFLEXÕES SOBRE A NATUREZA DO SABER-ENSINAR NA PERSPECTIVA DA ERGONOMIA DO TRABALHO DOCENTE, de J Therrien e FA Loiola (2001)
  5. É preciso dizer não! (Entrevista com Tania Zagury publicada na revista Nova Escola, em Março de 2000)

AUTONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DAS ESCOLAS

gestaoParecer do CNE sobre o Projecto de Decreto-Lei “Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-escolar e dos Ensinos Básico e Secundário”, aprovado na Sessão Plenária de 7 de Fevereiro de 2008.

Educação para a Saúde

Os agrupamentos e as escolas interessadas em ser apoiadas na concretização de projectos na área da Promoção e Educação para a Saúde podem apresentar os seus projectos, de acordo com o Edital publicado na página da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, através do preenchimento de uma ficha disponibilizada on-line, até 10 de Abril.

Para mais informações, consultar a página da DGIDC .

AINDA O CASO TELEMÓVEL

Assim naoAssistir a toda aquela cena passada na Escola Secundária Carolina Michaelis é chocante.

Tal como é chocante o aproveitamento deste triste episódio pelos media, tudo por causa das audiências.

ONDE ESTÁ O RESPEITO PELO QUE SENTE AQUELA PROFESSORA?

Tal como é chocante ler, nos jornais e telejornais, afirmações do coordenador da linha SOS Professor no sentido de que situações semelhantes àquela são recorrentes nas nossas escolas.

ONDE ESTÁ O BOM SENSO COM QUE SE TRATA ESTAS QUESTÕES? SERÁ QUE AS ESCOLAS SÃO ASSIM LOCAIS DE TANTA AGRESSIVIDADE E VIOLÊNCIA? QUEM OUVE ESTE COMENTÁRIO, DITO DESTA FORMA, É LEVADO A INFERIR QUE A MAIORIA DAS ESCOLAS SÃO VIOLENTAS… SERÁ????

Tal como é chocante assistir a um senhor (parece ser também professor daquela escola), sentado num banco de jardim, a afirmar que, perante uma situação deste tipo, “a Sra. Ministra é completamente responsável”, estabelecendo ligações entre este caso e o diploma da avaliação de professores, afirmando que se a aluna for transferida para outra escola, isso conta como abandono, etc. etc., Estatuto do Aluno (!?…) blá, blá…

ONDE ESTÃO A DIGNIDADE E A SERIEDADE PARA ABORDAR UM ASSUNTO TÃO DELICADO COMO ESTE? COMPARAR O INCOMPARÁVEL? HOJE, QUALQUER UM “FALA” NO TELEJORNAL…

Tal como é chocante ter de ouvir pessoas responsáveis dos partidos políticos a fazerem considerações genéricas calvagando a onda mediática deste caso e fazendo aproveitamento político da situação.

ONDE ESTÁ O RESPEITO PELAS PESSOAS? QUANDO UMA ALUNA MALTRATA UM PROFESSOR, COMO AFIRMA EDUARDO SÁ, ISSO É SINAL DE QUE ESTAMOS PERANTE UMA JOVEM EM SITUAÇÃO DE RISCO. QUANDO UM PROFESSOR É AGREDIDO FÍSICA OU PSICOLOGICAMENTE, ESTAMOS PERANTE UMA SITUAÇÃO HUMANA DELICADA QUE É PRECISO SER TRATADA E FALADA COM CUIDADO.

A violência nas escolas é um problema que deve ser tratado com profundidade. É uma questão demasiadamente séria e complexa para ser debatido deste modo na praça pública: todos opinam sobre a matéria apenas com o intuito de retirar dividendos políticos, de aumentar as suas audiências e, alguns, para fazer a sua “vingançazinha” pessoal…

Sabemos todos que a violência nas escolas, ou melhor, a falta de civismo e de educação, tem vários motivos e explicações: desde o ambiente escolar (arquitectura e espaços físicos desadequados, estilos de liderança, …), passando por algumas famílias (que não sabem educar os seus filhos) e por alguns professores (que não sabem impor a sua autoridade, muitas vezes agindo de forma diferente na mesma escola e, outras vezes, manifestando-se publicamente através de formas menos correctas) até às questões exteriores à escola, de âmbito social (exclusão, pobreza, violência, …).

Já agora, se tiver tempo, leia o livro editado pelo Instituto de Inovação Educacional, «Indisciplina: Um signo geracional?», de Daniel Sampaio. Download do livro: Formato PDF (124 KB).

21 de Março – DIA MUNDIAL DA POESIA (É Primavera…)

O Dia Mundial da Poesia foi instituído pela UNESCO com o objectivo de defender a diversidade linguística. Aqui vos deixo estes poemas…

SEGREDO

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar…

 
Miguel Torga,
Diário VIII

Miguel-Torga

O SONHO

 
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
 
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria,
o que é do dia-a-dia.
 
Chegamos? Não chegamos?
 
-Partimos. Vamos. Somos.


Sebastião da Gama,
Pelo Sonho é que Vamos

Sebastiao gama

TIMIDEZ

O bicho-de-conta
Faz de conta, faz
Que é cabeça tonta

Mas lá bem no fundo
Não é mau rapaz.

Se a gente lhe toca,
Logo se disfarça:
Veste-se de bola.

Por mais que se faça
Não se desenrola.

Lá dentro escondendo
Patinhas e rosto
É todo um segredo:

Se eu fosse menino
Comigo brincava
Sem medo sem medo.

 
Maria Alberta Menéres,
Conversas com Versos

alberta

 

 

 

Embora os meus olhos sejam

os mais pequenos do mundo

o que importa é que eles vejam

o que os homens são no fundo.

Não é só na grande terra
que os poetas cantam bem:
os rouxinóis são da serra
e cantam como ninguém

Ser artista é ser alguém!
Que bonito é ser artista…
Ver as coisas mais além
do que alcança a nossa vista!

 

 

 

António Aleixo

Aleixo

SER POETA É…

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além-Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

 
Florbela Espanca,
Sonetos

Florbela Espanca

URGENTEMENTE

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
Ódio, solidão e crueldade,
Alguns lamentos,
Muitas espadas.

É urgente inventar a alegria,
Multiplicar as searas,
É urgente descobrir rosas e rios
E manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
Impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
Permanecer.

 
Eugénio de Andrade,
Antologia Breve

Eugenio Andrade

ABAIXO O MISTÉRIO DA POESIA

Enquanto houver um homem caído de bruços no passeio
E um sargento que lhe volta o corpo com a ponta do pé
Para ver quem é,
Enquanto o sangue gorgolejar das artérias abertas
E correr pelos interstícios das pedras, pressuroso e vivo como vermelhas minhocas
Despertas;
Enquanto as crianças de olhos lívidos e redondos como luas,
Órfãos de pais e mães,
Andarem acossados pelas ruas
Como matilhas de cães;
Enquanto as aves tiverem de interromper o seu canto
Com o coraçãozinho débil a saltar-lhes do peito fremente,
Num silêncio de espanto
Rasgado pelo grito da sereia estridente;
Enquanto o grande pássaro de fogo e alumínio
Cobrir o mundo com a sombra escaldante das suas asas
Amassando na mesma lama de extermínio
Os ossos dos homens e as traves das suas casas;
Enquanto tudo isso acontecer, e o mais que se não diz por ser verdade,
Enquanto for preciso lutar até ao desespero da agonia,
O poeta escreverá com alcatrão nos muros da cidade:

Romulo

António Gedeão, Linhas de Força

 

Artigo 103º do ECD – Ausências equiparadas a prestação efectiva de serviço

O regime jurídico da avaliação de desempenho do pessoal docente do Ensino Público Não Superior encontra-se previsto no Estatuto da Carreira Docente aprovado pelo Dec-Lei nº 139-A/90, de 28 de Abril, com as alterações previstas pelo Decreto-Lei n.º 15/07, de 19 de Janeiro.

O artigo 46.º do E.C.D., no seu nº 5, afirma que a atribuição de menção qualitativa igual ou uperior a Bom do cumprimento de “… pelo menos, 95% das actividades lectivas em cada m dos anos do período escolar a que se reporta a avaliação”.
No referido cômputo, é considerada, não só a actividade lectiva constante do horário de rabalho do docente como também a que resulta da permuta de serviço lectivo com outro ocente. Contudo, existem faltas que são legalmente equiparadas à prestação efectiva de fectivo, e que, por isso, não são computadas na percentagem dos 95% do acima referido artº º, nº 5, do ECD. »ver documento com essas faltas

Memorando de entendimento entre o Conselho de Escolas e o Ministério da Educação

Este documento que aqui vos deixo é uma lufada de ar fresco num ambiente ainda tão inquinado pela agitação sindical e partidária que se vive em algumas escolas.

«Recuar», «ceder», «adiar» e «experimentar» são apenas palavras de uma semântica de agitação e aproveitamentos político-sindicais e político-partidários.

Prefiro as palavras «adequar» aos diversificados contextos de cada escola e «desburocratizar» os processos. Em resumo, é isto que o entendimento entre o Conselho de Escolas e o Ministério da Educação permite. É altura de o bom senso começar a fazer caminho.

Sei que alguns, apesar de reconhecerem a importância da autonomia das escolas, na prática, quando chega a altura de a pôr em prática, têm sempre muitos argumentos para dificultar esse caminho que as escolas reconhecem como urgente e necessário.