Um desabafo

asterixComeço por afirmar a minha independência face aos partidos políticos. Já votei no PSD e no PS: pertenço ao chamado “centrão”.

Vivemos claramente em período pré-eleitoral. Sindicatos e partidos políticos avançam para o terreno com todas as suas armas (demagogia, confusão, ataques [alguns ridículos] ao governo, alguma defesa cega e acrítica das políticas do governo, manifestações a lembrar o PREC, contra-manifestações de defesa da política do governo, etc, etc…)

E, infelizmente, nós, os professores, deixámo-nos enredar no que a política tem de mais indecente: o aproveitamento de situações de descontentamento para as capitalizar em seu favor.

É neste quadro que vemos sindicatos e partidos políticos a atropelarem-se uns aos outros para afirmarem o seu “esquerdismo” (a começar pelo CDS…). Até o PSD pretende colar-se aos sindicatos afectos ao Partido Comunista. Agora, até opina sobre avaliação de professores dando pretensas soluções legislativas a favor da avaliação externa, pensando que é com isso que a maioria dos professores concorda. Engano… puro engano… Dr. Luís Filipe Menezes.

Perante a flexibilidade, solução apresentada pelo ME, responde a FENPROF com a suspensão do processo de avaliação e a FNE com a discordância de dar autonomia às escolas em relação a este processo. Para quem ainda tinha dúvidas, hoje elas começam a desvanecer-se:

A FENPROF

  • não concorda com a avaliação dos professores que diferencie o que é efectivamente diferente;
  • não têm nenhum modelo alternativo, por isso apenas têm a suspensão da avaliação para defender;
  • está apenas interessada na agitação tipo PREC articulando objectivamente as suas acções com a CGTP e o PCP;
  • querem manter tudo como está, demonstrando mais uma vez que oferecem apenas mais do mesmo;
  • perante as dificuldades do sistema educativo responde com o conservadorismo da imutabilidade;

A FNE

  • Aceita o princípio das reformas mas, na prática, tem dificuldades em a admitir;
  • Não concorda com o início do processo da avaliação ao ritmo das possibilidades de cada escola afirmando que isso cria desigualdades;
  • Com estas posições cola-se às posições do CDS, do PSD e, imagine-se, do Bloco de Esquerda…

Quem não tem mais nada para dizer apenas sabe montar a barricada do anti-tudo.

E o clima de agitação continua: querem que o poder caia na rua….

Agora, resta-me apenas confiar no Conselho de Escolas. Isto apesar de alguns já começarem a ridicularizá-lo e a menorizá-lo… Mas sabem… é que os Conselhos Executivos foram eleitos pelos professores. Ah! É verdade…. Mas eles aceitam falar e negociar com o ME… então não prestam!…
Ao que nós chegámos

Eu continuo a duvidar das mensagens SMS anónimas…

E os professores caiem no conto do vigário? Agora querem atrair professores para a porta do comício do PS… Julgam que os professores são anarquistas?
Acho que vão lá estar alguns… mas duvido que sejam professores…

SER PROFESSOR É TER DIGNIDADE…. E a dignidade não se demonstra com arruaças.
Até o PCP já percebeu que isto está a afectar a sua imagem… só que agora já é tarde…

Termino afirmando a esperança de que o poder não se exerça na rua.
Será preciso outro 25 de Novembro?

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