O CONSELHO DE ESCOLAS REUNIU COM O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

pre_school(Fonte: Lusa e SIC-online)

O Ministério da Educação reuniu, ontem, com os membros do Conselho das Escolas para prestar esclarecimentos complementares e mais precisos sobre as alterações que pretende introduzir ao modelo de avaliação dos professores. Segundo a LUSA, Jorge Pedreira garantiu que, durante o encontro com este órgão consultivo do ministério que representa todos os conselhos executivos do País, “a questão da suspensão da avaliação não se levantou”.

“Estávamos ali para obter do Conselho sugestões para como fazer e não de como não fazer”, sublinhou, afirmando que os conselheiros sugeriram apenas alguns pequenos “aperfeiçoamentos técnicos” para desenvolver o processo.

O membro do Conselho das Escolas (CE) José Eduardo Lemos, presente na reunião, confirmou também que no encontro, onde estiveram a ministra da Educação e o secretário de Estado Jorge Pedreira, não foi levantada a questão da suspensão do modelo de avaliação.

——————————————————–

(Fonte: Mail enviado às escolas e reenviado pelo CE aos professores do meu agrupamento)

QUESTÕES MAIS RELEVANTES AÍ ABORDADAS:

  • O ME vai enviar informações precisas sobre as medidas, de aplicação imediata, para a implementação do modelo de avaliação;
  • As medidas visam:
  • garantir que os professores possam ser avaliados por avaliadores da mesma área disciplinar (é necessário alterar por Despacho as regras de delegação de competências);
  • não considerar os parâmetros referentes aos resultados escolares e à redução das taxas do abandono escolar;
  • promover a simplificação dos instrumentos de avaliação – instrumentos de registo e indicadores de medida-. (o Conselho Cientifico é ouvido neste processo mas, no entanto, admite-se já a possibilidade de agregar os sub-parâmetros da ficha de avaliação do ME);
  • dispensar, em caso de acordo, a realização de reuniões entre avaliador e avaliado. (os objectivos são apresentados exclusivamente ao Presidente do Conselho Executivo e serão tacitamente aceites se, num prazo de 10 dias úteis, o avaliador nada disser sobre eles);
  • tornar voluntária a avaliação da componente cientifico-pedagógica da responsabilidade do coordenador de departamento curricular ou de outros avaliadores sendo requisito necessário para os avaliados que desejem Excelente ou Muito Bom (os professores que optarem por esta opção serão apenas avaliados pelo Conselho Executivo);
  • Os professores que optem por serem avaliados na componente cientifico-pedagógica, terão um número mínimo de 2 aulas a observar;
  • clarificar por despacho o regime de avaliação dos avaliadores que passam a ser exclusivamente avaliados pelo Presidente do Conselho Executivo. (O Presidente é avaliado pelo Director Regional e os Vice-Presidentes pelo Presidente – SIADAP2);
  • alargar as acções de formação contínua consideradas na avaliação, ou seja acções acreditadas que não tenham sido utilizadas em anteriores avaliações ou pós-graduações, mestrados, doutoramentos que deve ser solicitada acreditação ao Conselho Cientifico de Formação Continua pelo avaliado ou mesmo formação interna que o presidente do conselho executivo possa decidir se será válida ou não;
  • melhorar as condições de trabalho para os avaliadores nomeadamente no pagamento de horas extraordinárias se for necessário, passando a ser 1 hora para cada 3 avaliados.
  • Despacho das quotas via ser alterado (alargar e clarificar a existência de quotas diferentes para os vários grupos: titulares; coordenadores de departamento; avaliadores; professores não titulares; contratados; comissão de coordenação da avaliação e vice-presidentes);

Conclusões essenciais:

  • o processo é para continuar;
  • o Presidente do Conselho Executivo deve cumprir a legislação uma vez que há um quadro legal e assim não é legitimo suspender;
  • o ME está disponível para responder aos problemas garantindo que o processo continue;
  • que é facultativo os avaliados introduzirem os seus objectivos na plataforma da DGRHE;
  • que os professores que não entregarem os objectivos têm como consequência a não progressão na carreira;
  • que poderá haver um 4º escalão a acrescentar ao topo da carreira, que beneficiarão os professores titulares que estão neste momento no último escalão da carreira, mas que para isso deverão ser avaliados;
  • que vai abrir com alguma rapidez o novo concurso para professor titular e a publicação das vagas.

______________________________________________________________________

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s