O JOGO DO GATO E DO RATO

ledialogueDepois de uma hipótese de luz ao fundo do túnel, volta a guerrilha verbal entre os que têm hipótese de aparecer na televisão (o Ministério e o Mário Nogueira da FENPROF).

Voltou o “diz que disse” e o “diz que não disse”… porquê? Porque para alguns o que mais importa, não é a defesa dos interesses dos professores, mas o arrastar deste processo de agitação social até às eleições legislativas, talvez até Outubro de 2009, mesmo que para isso se tenha que pôr em causa o ano lectivo e os interesses legítimos dos nossos alunos.

O pragmatismo determinaria aproveitar esta brecha negocial aberta pelo governo e começar a construir um novo modelo (aliás… o memorando de entendimento prevê isto mesmo).

Apresentar propostas e contrapropostas credíveis de modo a garantir uma alternativa séria ao actual modelo (o completo ou a versão simplex), garantir uma alternativa à actual operacionalização dos princípios que, acho eu, todos defendemos:

  • Uma forte componente da avaliação feita pelos pares;
  • A valorização do desempenho integral dos professores (a componente funcional/administrativa e a componente científico-pedagógica);
  • Uma avaliação com uma forte tónica formativa;
  • Uma avaliação em que a referência dos resultados escolares seja apenas o ponto de partida inicial dos alunos definida através da avaliação diagnóstico e devidamente fundamentada nos Projectos Curriculares de Turma.

O que é mais importante? É ser intransigente na defesa da suspensão ou a adopção de estratégias negociais que garantam a existência, no próximo ano lectivo, de um modelo mais consensual e mais justo?

Eu não me deixo nem nunca me deixarei arrastar pelo lamaçal feito propositadamente por alguns daqueles que dizem “defender os professores”.

Imagem in http://amtog.blogs.ie/

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Um pensamento sobre “O JOGO DO GATO E DO RATO

  1. Mais uma vez e acredite que respeito as opiniões individuais) não se percebe o porquê de o colega confundir o Mário Nogueira com a Plataforma Sindical (11 sindicatos e/ou federações sindicais)
    É estranho, no mínimo, não dar o benefício da dúvida e não se questionar quem estará de facto a falar verdade. Que te o PCP a ver com isto?
    Só por má fé ou “doença” anti-comunista se pode pensar que os professores (120000) são carneiros amansados!

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