AVALIAÇÃO DE PROFESSORES – Relatório da OCDE

ocdeO relatório da OCDE sobre avaliação de professores em Portugal surge em boa altura. Depois do Relatório da Comissão Científica, mais um excelente contributo para a estabilização da vida nas escolas.  Acho que é chegada a altura de  se colocar um ponto final na polémica e partir para um modelo mais consensual, colocando em cima da mesa os contributos de todos e  as recomendações/conclusões do referido estudo. Apresentam-se os títulos das conclusões:

  1. O modelo atual de avaliação de professores em Portugal tem sido polémico, mas é necessário;
  2. Fatores que explicam a resistência à sua concretização;
  3. Uma avaliação de professores com consequências é crucial para a melhoria da educação;
  4. O atual modelo de avaliação de professores é uma boa base para futuros desenvolvimentos;
  5. Articular a melhoria da qualidade com a responsabilização e contextualizar a avaliação de professores feita ao nível da escola;
  6. Reforçar a avaliação dos professores para o desenvolvimento profissional;
  7. Simplificar o modelo atual e utilizá-lo predominantemente para a progressão na carreira;
  8. Articular a avaliação para o desenvolvimento profissional e a avaliação para a progressão na carreira;
  9. Garantir uma articulação adequada entre a avaliação das escolas e a avaliação dos professores;
  10. Reavaliar padrões de desempenho profissional e definir um modelo partilhado de boas práticas;
  11. Desenvolver critérios nacionais comuns, adaptados ao contexto das escolas;
  12. Diferenciar os critérios de acordo com o patamar da carreira e o tipo de ensino;
  13. Identificar os instrumentos para avaliar os aspetos-chave da função docente;
  14. Basear a avaliação em três instrumentos centrais: observação de aulas, autoavaliação e porta-fólio do docente;
  15. Formar e capacitar as lideranças escolares para assumir a responsabilidade pela avaliação dos professores;
  16. A avaliação de professores é parte de um processo mais abrangente de transformação de cada escola numa comunidade profissional de aprendizagem;
  17. Reformular e aprofundar a formação em avaliação;
  18. Acreditar avaliadores externos para a avaliação para a progressão na carreira;
  19. Estabelecer um modelo criterioso para atribuição de prémios de desempenho e considerar outras formas de reconhecimento do mérito;
  20. Manter o sistema de quotas até que o nível de maturidade do sistema as torne desnecessárias;
  21. Atribuir um papel proeminente à inspeção;
  22. Reforçar o papel do Conselho Científico para a Avaliação de Professores na condução do desenvolvimento da avaliação de professores;
  23. Para uma reforma bem-sucedida, é necessário o envolvimento e a motivação dos professores;
  24. Manter o processo de avaliação docente durante a fase de transição para um modelo mais robusto.

Ler o Relatório da OCDE  “Avaliação de professores em Portugal”, Gonnie van Amelsvoort, Jorge Manzi, Peter Matthews, Deborah Roseveare e Paulo Santiago

[Relatório original em língua inglesa]

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One thought on “AVALIAÇÃO DE PROFESSORES – Relatório da OCDE

  1. Não sou contra a avaliação dos professores; ela sempre foi feita, apesar de algo facilista. De qualquer maneira, o salto que se quer dar é em proveito de quem? Dos alunos? Dos professores? Não. Indo por este caminho, nada mais estamos a fazer do que seguir as pisadas, normalmente violentas de muitas empresas – o ensino não deve ser encarado assim; não é uma empresa. O ensino precisa, sim, de: boas e bonitas salas-de-aula; mobiliário de sala adequado, não por exemplo, as cadeiras horríveis nas quais os alunos se sentam. Equipa clínica de saúde escolar a funcionar em cada escola com mais de 8 lugares, com: médico pediatra, paramédico, assistente social e psicólogo. Reformulação da carga disciplinar e acabar com: formação cívica, área de projecto, projecto curricular de turma e outras diatribes que só dispersam alunos e professores. Em qualquer área o professor pode trabalhar esses conceitos desde que se reformulem programas de um modo mais objectivo, sabendo quais são as necessidades nacionais. A minha proposta de avaliação é: apresentação de um trabalho escrito, próximo de uma tese (com critérios a definir), implicando um projecto simples implantado na aula, a partir do que o professor goste de fazer, tendo em conta o perfil da turma. Os professores estão saturados de imposições de modismos pseudo-pedagógicos que não levam a nada. Esse trabalho deve ter uma defesa pública perante júri designado pelo Ministério; ser classificado e publicado quando a sua qualidade o mereça. Assim, evitar-se-ia muita confusão, seria muito mais humano, implicando rigor científico. Alguém tem coragem para avançar com isto? Já houve algo parecido… Ficaria caro? E depois? Mau ambiente, desgaste físico e emocional e tempo gasto que deveria ser realizado em função das turmas, não será, a médio prazo, gastar mais dinheiro? Os sindicatos nunca se empenharam em ter um projecto alternativo. Tudo de bom

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